Criado em 1988 por Katsushiro Otomo, Akira é sem duvida um dos maiores cult’s do mundo dos quadrinhos, o manga que arrebatou uma legião incontável de fãs continua inspirando seus admiradores até hoje, uns mais que outros.
Masahi Teshima é um desses, e foi muito além do cosplay para demostrar seu apreço por Kaneda e sua turma. Teshima gastou aproximadamente R$220 mil e sete anos construindo uma réplica da moto que se tornou símbolo da obra de Otomo, o protótipo deu tão certo que recebeu aprovação do próprio Katsushiro.
Atualmente teshima cruza o Japão na sua motoca devidamente trajado de Kaneda arrecadando fundos para crianças autistas. confira abaixo como ficou a moto.
Fomos ao Largo dos Inocentes nessa sexta-feira curtir uma noite de chorinho com Lolito do Bandolim e Regional Urubu Malandro, acompanhados da Cia. Marinho de Dança de Salão com os dançarinos Ricardo Marinho e Patrícia Maciel. eis um petisco.
Um mês atrás morria por motivos desconhecidos na ocasião, Harvey Pekar, o nome por trás de American splendor, quadrinho autobiográfico onde Pekar retratava o mau humor e pessimismo crônico e por vezes cômico de um atípico americano, um que não se encantava com os super heróis de capas e mascaras, falava de sua rotina como arquivista de hospital e colecionador de vinil, de sua relação com amigos e com sua mulher Joyce Brabner.
Cultuado, ganhador de diversos prêmios como o prestigiado American Book Award em 1987, Pekar contou com inúmeras parcerias de ilustradores na confecção de American Splendor, entre eles Spain Rodriguez, Frank Stack, Joe Sacco e Robert Crumb, esse último, amigo e fan, foi o responsável pelas ilustrações do primeiro volume lançado em 1976.
A HQ foi adaptada para o teatro em 1987 e em 2003 para o cinema, com interpretação fodástica de Paul Giamatti como Pekar, o filme foi ganhador do Grande Prêmio do Júri de drama no Festival de Sundance.
Uma das grandes obras de pekar foi a HQ "Our cancer year" de1994, realizada em parceria com sua mulher Joyce Brabner, A graphic premiada em 1995 com o Harvey Award, um dos principais troféus dos quadrinhos nos EUA, contava a luta de Pekar contra o câncer linfático. As doenças sempre acompanharam Pekar, na ocasião de sua morte, o policial que atendeu o chamado de sua esposa informou que Pekar sofria de de câncer de próstata, asma, pressão alta e depressão, essa última foi sua parceira desde de cedo.
Em novembro de 2009, Pekar lançou sua primeira série de webcomics em parceria com site Smith. Feito com diversos colaboradores, The Pekar Project era atualizado a cada duas semanas. A última HQ foi publicada no último dia 22 de junho.
Uma curiosidade sobre Pekar foi a série de participações no talk-show comandado por David Lettermanentre os anos de 1980 e 1990, seus discursos anti-corporativistas nunca eram levados a serio, a audiência ficava por conta de suas discussões com o apresentador que sempre transformava em chacota suas manifestações.
The Beats, um dos seus últimos trabalhos, que fala sobre a geração beat, inspirada na trajetória dos escritores da contracultura Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William S. Burroughs deverá ser lançado no Brasil no segundo semestre desse ano pela editora Arx.
Apesar da personalidade quebradiça e desesperançosa, Harvey Pekar enxergava o mundo mais próximo de sua verdade.
Nossa cidade é de fato singular, cortada por uma linha imaginaria que divide o mundo em duas bandas, banhada por um rio de proporções oceânicas e guarnecida por uma das fortificações mais bem conservadas do território nacional, é também palco de acontecimentos esdrúxulos, pra dizer o mínimo, acabo de chegar de uma apresentação de ninguém menos que Jorge Mautner, isso mesmo, Jorge Mautner esteve hoje (Sab - 27/12) tocando em nossa cidade - tu soubeste? - pois é, quase ninguém soube, cheguei a tempo de assistir as duas últimas canções do show, e apesar de poder apreciar o que há de melhor na nossa música personificada na pessoa do Sr. Mautner, deixei o local do show extremamente triste e enraivecido. Não é razoável que tal acontecimento não tenha sido amplamente divulgado na mídia disponível, quantas oportunidades, nós amapaenses, temos, de receber manifestações de cultura em níveis que extrapolam o circuito tucujú, maracá e cinani? Absolutamente nada contra a cultura regional, mas não podemos nos limitar a ela, precisamos de mais, muito mais, e hoje poderíamos ter tido isso. Mas não foi apenas a displicência na divulgação da apresentação de Jorge Mautner que me aborreceu, me senti constrangido com a atenção dispensada ao artista, que se apresentou numa estrutura visivelmente construída as presas em frente a um bar na Av. FAB, o público que compareceu, em sua maioria, nunca ouviu falar em J.M. contava-se uns poucos que aparentemente conheciam sua obra e cantarolavam suas músicas. É possível que o cantor nutra alguma simpatia pela cidade ou pelas pessoas que o trouxeram e não se importe com a informalidade, comportamento típico de um militante, mas Jorge Mautner merece mais.
fomos ao último dia do festival de música independente Quebramar, chegamos a tempo de assistir Jolly Joker, Turbo, Mini Box Lunar, Mopho e Macaco Bong, embora com o público reduzido, o evento foi bom, destaque para os dois últimos (eu acho, na minha opinião) a se apresentarem, Mopho e Macaco. No palco Laboratório, a melhor banda da noite (eu acho, na minha opinião) foi Destroyed Empire, com o seu trash death gótico (assim os próprios se proclamaram, credo!). sentimos muito a ausência de Jorge Mautner, que segundo o diz-que-me-diz, quebrou a perna e não pôde vir. Foi uma noite memorável, percebemos que os 33 anos que trazemos nas costas ainda nos permite curtir um festival, claro que com muito menos pulos e sem os rodopios com a cabeça, mas ainda assim aproveitamos bastante. Apesar da câmera de um dos organizadores com vasto material do evento e uma pedaleira terem sido "subtraídas", tudo correu bem entre os presentes, dos seguidores do metal pesado do Jolly Joker, que fizeram a festa ao som de "chupe meu pau e morra" aos fans de Mini Box Lunar e seu som indie folkiado.
Nos dias 5 e 6 de dezembro, acontece na Unifap, em Macapá, o Festival Quebramar, evento que pretende movimentar o cenário musical da cidade. O Festival conta com mais de 20 bandas, locais e de outros estados como Acre, Roraima, Pará, São Paulo, Alagoas, Manaus e Mato Grosso. Três grandes atrações nacionais estarão no evento, a banda Mopho, Macaco Bong e o cantor e compositor Jorge Mautner.
Estivemos na última sexta-feira (28/11/08), prestigiando o Sarau do Largo dos Inocentes, evento cultural dos mais relevantes da atualidade macapaense, promovido pela Confraria Tucuju, é um palco de exposição da cultura, história e folclore do estado. A noite foi movimentada, quem compareceu levou de presente o cd "canta Macapá" comemorativo aos 250 anos da cidade, e pôde ouvir o seu conteúdo ao vivo por vários interpretes minhocas, foram recitadas poesias, o batuque vez-se ouvir por todo o largo, o evento foi encerrado por uma queima de fogos.
Ainda na ocasião, o escritor germano-tupinamba, Ricardo Smith, lançou seu livro "A Casa dos Padres", onde narra suas memórias de menino em uma Belém de meados do último século, membros ilustres da sociedade estiveram por lá.