Nossa cidade é de fato singular, cortada por uma linha imaginaria que divide o mundo em duas bandas, banhada por um rio de proporções oceânicas e guarnecida por uma das fortificações mais bem conservadas do território nacional, é também palco de acontecimentos esdrúxulos, pra dizer o mínimo, acabo de chegar de uma apresentação de ninguém menos que Jorge Mautner, isso mesmo, Jorge Mautner esteve hoje (Sab - 27/12) tocando em nossa cidade - tu soubeste? - pois é, quase ninguém soube, cheguei a tempo de assistir as duas últimas canções do show, e apesar de poder apreciar o que há de melhor na nossa música personificada na pessoa do Sr. Mautner, deixei o local do show extremamente triste e enraivecido.
Não é razoável que tal acontecimento não tenha sido amplamente divulgado na mídia disponível, quantas oportunidades, nós amapaenses, temos, de receber manifestações de cultura em níveis que extrapolam o circuito tucujú, maracá e cinani? Absolutamente nada contra a cultura regional, mas não podemos nos limitar a ela, precisamos de mais, muito mais, e hoje poderíamos ter tido isso.
Mas não foi apenas a displicência na divulgação da apresentação de Jorge Mautner que me aborreceu, me senti constrangido com a atenção dispensada ao artista, que se apresentou numa estrutura visivelmente construída as presas em frente a um bar na Av. FAB, o público que compareceu, em sua maioria, nunca ouviu falar em J.M. contava-se uns poucos que aparentemente conheciam sua obra e cantarolavam suas músicas. É possível que o cantor nutra alguma simpatia pela cidade ou pelas pessoas que o trouxeram e não se importe com a informalidade, comportamento típico de um militante, mas Jorge Mautner merece mais.
Não é razoável que tal acontecimento não tenha sido amplamente divulgado na mídia disponível, quantas oportunidades, nós amapaenses, temos, de receber manifestações de cultura em níveis que extrapolam o circuito tucujú, maracá e cinani? Absolutamente nada contra a cultura regional, mas não podemos nos limitar a ela, precisamos de mais, muito mais, e hoje poderíamos ter tido isso.
Mas não foi apenas a displicência na divulgação da apresentação de Jorge Mautner que me aborreceu, me senti constrangido com a atenção dispensada ao artista, que se apresentou numa estrutura visivelmente construída as presas em frente a um bar na Av. FAB, o público que compareceu, em sua maioria, nunca ouviu falar em J.M. contava-se uns poucos que aparentemente conheciam sua obra e cantarolavam suas músicas. É possível que o cantor nutra alguma simpatia pela cidade ou pelas pessoas que o trouxeram e não se importe com a informalidade, comportamento típico de um militante, mas Jorge Mautner merece mais.



Responsável por mais de 400 publicações das mais variadas vertentes da arte sequencial, a editora Opera Graphica anunciou, em comunicado à imprensa, que encerrará suas atividades este ano por motivos não revelados. Em atividade há mais de dez anos, a editora destacou-se com publicações especiais do Homen-Morcego (tenho todas, hehe) e séries da Vertigo como 100 Balas e Vertigo Inverno, além de séries clássicas americanas como Recruta Zero, Felix, Hagar entre outros. O bota fora será realizado na próxima terça-feira, dia 22 de Dezembro, das 18h às 22h, na Comix Book Shop (Alameda Jaú, 1.998, São Paulo-SP). Todo o catálogo da editora será vendido com descontos de 50% - Puxa que o pariu! vou perder essa festa. 
















